terça-feira, 31 de julho de 2007

Vígaro cááá, vígaro lááá...



É como dizer: sua cambada de vigaristas, paguem o que devem, baixem a bola, voltem para casa e não se fala mais nisto!




"Entre bancos, sociedades financeiras, advogados e empresas, são mais de 120 os arguidos indiciados por crimes de fraude fiscal no mega processo da “Operação Furacão”. No entanto, estes arguidos podem não ir a julgamento.


Segundo a nota da Procuradoria-geral da República, o Ministério Público pondera perdoar os crimes, bastando para isso que os infractores devolvam o dinheiro envolvido nas fraudes tributárias.


Até ao momento, o Fisco já recuperou mais de 12 milhões de euros. O Ministério Público acredita que, a curto prazo, o montante possa subir até aos 20 milhões. Desde Outubro de 2005 foram realizadas para cima de 200 buscas que passaram pelo BES, BCP, Finibanco e BPN e foram apreendidas toneladas de documentos. Há suspeitas de que os bancos terão sido usados para que as empresas investigadas, com o envolvimento de advogados, transferissem milhões de euros para paraísos fiscais."

Segredos & fumos

"As empresas do consórcio alemão que estão a construir os submarinos para Portugal não explicaram a razão pela qual depositaram 24 milhões de euros nas contas de uma empresa do grupo Espírito Santo. Entretanto, o Ministério da Defesa recusou-se a divulgar pormenores sobre este negócio, alegando que há matéria sujeita a segredo de Estado." (TSF Online, 25-07-2007)

E foi Portas a solicitar a divulgação dos detalhes do processo... Está claro que Mme. Deneuve sabia o que é que não seria passível de poder ser revelado. Resta saber porquê. Obra do Espírito Santo?

sábado, 28 de julho de 2007

A estratégia das marionetes

A marioneta Manuel Pinho, suspensa por fios invisíveis...

Os lucros da nódoa verde aumentaram 83% no primeiro semestre de 2007: 366,8 milhões de euros! Palavra para Ricardo Salgado:

«Este ritmo de crescimento e esta evolução do Grupo, que é fantástica, demonstra que a estratégia que delineámos desde a privatização produz resultados sistematicamente», disse na apresentação de contas, quando confrontado com os eventuais constrangimentos dos outros bancos." (RTP, 27-07-2007)

Palavra agora para António Arnaud, fundador do SNS e histórico ex-grão-mestre do Grande Oriente Lusitano:
"A banca tem grande responsabilidade no endividamento. O Governo que assuma a soberania! A banca tem uma função social importante, mas não pode ter lucros fabulosos, quase não pagar impostos, esfolar vivas as pessoas e ainda ir ver se há alguma coisa depois de mortas! No fundo, o capitalismo selvagem gerou novas formas de escravatura. Um país sozinho não pode defender-se disso, mas não me conformo: há uma verdadeira ditadura do capital sobre o trabalho. Nem Salazar permitiu o domínio do Estado pelos capitalistas." (Visão 25-07-2007)

A grande "estratégia" do BES, agora com 20% da quota de mercado em Portugal, com um BCP em processo de auto-fagia, não é mais do que a estratégia das marionetes (tanto entre os endividados de consumo da da grande massa da populaça portuga como entre a classe política, como é o caso da marioneta-mor, Manuel Pinho), Estratégia esta que se associa com uma defesa arreigada da sua quinta portuguesa. A Portugal Telecom foi fechada aos challengers da família Azevedo, e agora toca de mandar os espanhóis da Telefónica de volta para casa. Iberismo só com o beneplácito do Crédit Agricole!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Na melhor pano cai o BES


Uma excelente súmula das derivações da nódoa verde, no DN
(25-07-2007):



"Cinco nódoas no melhor pano do BES

Nos últimos dois anos e meio o nome do Banco Espírito Santo tem vindo a emergir uma e outra vez, sempre pelas piores circunstâncias para uma entidade bancária. Em Janeiro de 2005, o juiz chileno Sergio Muñoz que instruía o processo dos assassínios de opositores políticos ordenados por Augusto Pinochet, deparou-se com indícios da existência de várias contas em nome do ditador sediadas em off- shores e outros bancos no estrangeiro, como o BES Miami. Na altura, um porta-voz do banco recusou-se a comentar a notícia, escudando-se atrás da confidencialidade devida a todos os seus clientes.

A seguir às eleições legislativas daquele ano, estala o escândalo Portucale, com alegadas ligações entre uma empresa financeira do Grupo BES, transferências clandestinas e ilegais de um milhão de euros para os cofres do CDS e dirigentes financeiros daquele partido. A Procuradoria acabou por decidir acusar formalmente, entre outros implicados, três altos quadros do Grupo BES.

No Verão de 2005 rebenta o escândalo do "Mensalão", esquema corrupto de compra de votos de deputados da oposição nas câmaras legislativas brasileiras por parte do PT e PTB. De novo o nome do BES vem à baila: as investigações envolvem a PT no Brasil e o BES, para cujas contas se teriam transferido 600 milhões de dólares norte-americanos. Desse saco sairiam as avenças periódicas pagas para comprar o apoio ao partido de Lula da Silva no poder.

Um ano depois abate-se um "Furacão" sobre o BCP, o BPN, o Finibanco e... o BES, com buscas às sedes de Lisboa, Porto e Zona Franca da Madeira. Em causa está uma enorme fraude fiscal perpetrada com empresas fictícias e contas offshore por clientes daquelas entidades bancárias, suspeitas de assessoria técnica de apoio àquelas práticas. O processo é muito complexo dada a extensão das ramificações detectadas e a acusação formal ainda não foi deduzida. Em qualquer caso vários membros da família Espírito Santo viram as suas casas revistadas pela polícia.

Idêntica operação dá-se em Espanha, acabando o BES por ser ilibado de culpa. Mesmo assim, em Dezembro de 2006, o juiz Baltasar Garzón pediu autorização para poder investigar contas sediadas no off-shore da Madeira."


Não percebi a piada... qual é o trocadilho?

Já à beira da auto-dissolução o PND de Manuel Monteiro ainda tem fôlego para mandar umas larachas à laia de dardos de ressaibo contra o líder do CDS... Há mesmo gente rancorosa, senhores!... Qualquer dia ainda fazem um comício de desfecho no Parque Eduardo VII, a mandar vir com o Dr. Portas!...

Foi obra do Espírito Santo... viva a fé católica do CDS!!!

Hoje no Público (25-07-2007), a descrição de um autêntico milagre, digno de canonização por Bento XVI:


No relatório sobre as contas dos partidos, a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos do Tribunal Constitucional não encontrou qualquer explicação para a variação das receitas da campanha para as legislativas de 2005. Nessa campanha, o CDS/PP apresentou perto de 2,2 milhões de euros de receitas, cerca de cinco vezes mais do que nas anteriores legislativas, em 2002. "Fica por explicar como é que a receita total da campanha mais do que quintuplicou entre 2002 e 2005." Esta variação fez-se à custa sobretudo de fundos do partido, que representaram 1,5 milhões de euros. Os dados mostram também que em Dezembro de 2004, em apenas quatro dias, foram depositados nas contas do CDS/PP um milhão de euros - muito mais do que o total reunido, ao longo de todo o ano, em 2001, 2002 e 2003.




PORTUCALE: Abel Pinheiro acusado e ministros ilibados





O ex-director financeiro do CDS-PP Abel Pinheiro, peça-chave do caso Portucale por ser apontado pelo Ministério Público como o homem da intermediação de interesses entre o Governo e o Grupo Espírito Santo (GES), acabou, entre os principais arguidos, por ser o único acusado na investigação sobre a viabilização de um projecto turístico do GES, em Benavente.

O inquérito, concluído a 20 de Julho pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, culminou na acusação de 11 dos 17 arguidos, deixando de fora os ex-ministros do Ambiente Nobre Guedes, Turismo, Telmo Correia, e Agricultura, Costa Neves, que autorizaram, quatro dias antes das eleições legislativas de 2005, o abate de 2605 sobreiros. As acusações são de tráfico de influências, falsificação e abuso de poder.


Além de Abel Pinheiro os procuradores Rosário Teixeira e Auristela Pereira acusaram mais dez pessoas: três administradores do GES – José Manuel de Sousa, Luís Horta e Costa e Carlos Calvário –, quatro funcionários do CDS – Maurício Valadas, Eunice Tinto, João Carvalho e Teresa Godinho –, e ex-directores da Direcção-Geral de Florestas – António Sousa Macedo, Manuel Rebelo e António Gonçalves. Este último, militante do PP que chegou a ser responsável pela concelhia de Abrantes, foi quem ordenou o arranque dos sobreiros.


Apesar de o relatório final da Polícia Judiciária sobre o caso Portucale, cuja investigação foi centrada no CDS, ter apontado para a possível prática do crime de abuso de poder por parte de três ex-ministros do Governo de Santana Lopes, o Ministério Público não deduziu acusação contra Telmo Correia, Nobre Guedes – que viu o seu processo arquivado em Agosto de 2006 – e Costa Neves, o único dos três que foi constituído arguido. No mesmo relatório, a PJ concluiu que houve vantagens para o partido e para o grupo Grão-Pará, de Abel Pinheiro. (continua aqui)

terça-feira, 24 de julho de 2007

PJ segue rasto de 24 milhões do negócio dos dois submarinos


In JN (08-07-2007)


A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o rasto de cerca de 24 milhões de euros que o consórcio alemão GSC, com o qual o Estado português contratualizou a compra de dois submarinos em 2004, transferiu para a Escom UK, empresa do Grupo Espírito Santo (GES) sedeada no Reino Unido. O inquérito procura apurar se existe alguma relação entre o destino final desse dinheiro e o resultado do controverso concurso público dos navios de guerra submergíveis. Este foi ganho pelos alemães do "Germain Submarine Consortium", que propuseram a venda dos dois submarinos por 845 milhões de euros e comprometeram- -se a proporcionar negócios para empresas portuguesas no valor de 1,2 mil milhões de euros (as chamadas contrapartidas).


A investigação foi despoletado por conversas telefónicas, alegadamente interceptadas pela PJ, entre o ex-ministro da Defesa Nacional, Paulo Portas, e o ex-director financeiro do CDS-PP, Abel Pinheiro, no âmbito do inquérito-crime "Portucale". O Ministério Público ordenou a separação processual, abrindo então um novo inquérito para os submarinos.


Fonte ligada ao processo disse que a Escom do Reino Unido (o GES tem outras empresas com o mesmo nome sedeadas nas Ilhas Virgens Britânicas e em Portugal) poderá ter transferido parte dos 24 milhões de euros para escritórios de advogados, empresas ligadas a tecnologias de ponta e à investigação, ao ramo automóvel e ao sector da construção civil. A transferência das verbas para estas empresas é justificada com a prestação de serviços ligados ao contrato de fornecimento dos submarinos, mas, em vários casos, a PJ suspeita de que isso não corresponderá à verdade. Procura apurar, por isso, se se trata de serviços simulados e se, na realidade, aquelas transferências de verbas não estarão relacionadas com a vitória do GSC, em 2003, no referido concurso público internacional.


(continua aqui)

O Espírito é sereno...



In Público Online:





A Espírito Santo Resources afirmou hoje que “vai aguardar serenamente” pelo desenrolar do processo judicial relativo ao “caso Portucale”, reiterando a sua “total confiança na idoneidade ética e profissional dos seus colaboradores”.


Em comunicado, a administração da Espírito Santo Resources, do Grupo Espírito Santo, refere que “foi finalmente deduzida a acusação no denominado ‘caso Portucale’”, acrescentando que “conclui-se assim um período de investigação de dois anos e meio em que os arguidos foram inaceitavelmente ‘condenados’ em público, através de sucessivas violações do segredo de Justiça”.


“De entre os 11 arguidos, três são colaboradores de empresas subsidiárias da Espírito Santo Resources”, adianta o comunicado.O inquérito relativo a este processo foi concluído a 20 deste mês, tendo sido emitido o despacho final.


O caso Portucale relaciona-se com o despacho que declarou a “utilidade pública” de um projecto do GES para um empreendimento turístico em Benavente, autorizando o abate de mais de 2.500 sobreiros e que foi assinado pelos ex-ministros Costa Neves (Agricultura), Nobre Guedes (Ambiente) e Telmo Correia (Turismo), a escassos dias das eleições legislativas de 2005.O despacho, sustenta a acusação, terá sido feito a troco de contrapartidas financeiras no valor de um milhão de euros que terão revertido a favor do CDS-PP, de quem Abel Pinheiro era director financeiro.

A ESAF chega ao cinema...




Estamos mesmo da idade do Espírito Santo...


Fundo de Investimento financia cinema com 83 M€O cinema e audiovisual portugueses vão contar, nos próximos sete anos, com mais 83,2 milhões de euros (M€) de apoio financeiro, no âmbito de um Fundo de Investimento criado pelo Estado e hoje apresentado em Lisboa.As verbas do Fundo serão geridas pela ESAF, a Sociedade Gestora do Grupo Banco Espírito Santo, entidade escolhida mediante concurso público.