sexta-feira, 3 de agosto de 2007

ORA TOMA!!!

O monstro levou uma primeira marretada!
Grande Abel Mateus! Que belo serviço que tens feito... só foi pena demorares tanto tempo com a OPA, senão era um trabalho sem mácula. Só esperemos que a marioneta Pinho não volte a desautorizar-te por divina ordem do Espírito Santo, como aconteceu há uns tempos com a fusão da A1 e da A8... lembras-te?

Público, 03-08-2007:

"PT multada em 38 milhões por impedir acesso a cabos no subsolo
03.08.2007, Anabela Campos
É a primeira multa aplicada em Portugal por abuso de posição dominante. A PT considera a sanção "inexplicável" e vai recorrer para Tribunal

Ontem fez-se história em matéria de concorrência em Portugal. A Autoridade da Concorrência (AdC), presidida por Abel Mateus, aplicou uma coima de 38 milhões de euros à Portugal Telecom (PT) por abuso de posição dominante no mercado das telecomunicações. Em causa está a recusa de acesso, a empresas concorrentes, à rede de condutas de cabos que estão no subsolo. É a primeira condenação por este tipo de práticas anticoncorrênciais no mercado nacional e a multa mais elevada alguma vez aplicada a uma empresa no país.


Uma hora e meia depois de ter sido revelada a decisão da Abel Mateus, a PT reagiu para dizer que não concordava com os argumentos da AdC e afirmar que iria recorrer para o Tribunal do Comércio de Lisboa. "Esta sanção não é apenas indevida, é sobretudo inexplicável e, em qualquer caso, desproporcionada", defendeu o presidente da PT, Henrique Granadeiro. Trata-se, sublinhou, de uma coima de 38 milhões de euros, aplicada por 39 recusas de acesso a condutas, por "razões técnicas", dadas à TVTel e à Cabovisão, na sequência de pedidos efectuados entre meados de 2001 e meados de 2005. Nesse período, a operadora diz ter despachado favoravelmente 1594 pedidos feitos por estas duas empresas.

A AdC, no entanto, "deu como provado o abuso da posição dominante da PTC" em relação à TVTel e à Cabovisão, argumentando que esta prática impediu os dois concorrentes - com ofertas de serviços de telefone fixo, TV por cabo e acesso à Internet - de chegarem a, pelo menos, 73 mil lares. Fechando assim o mercado em algumas das aglomerações urbanas em todo o país, em particular no grande Porto, no centro e na Margem Sul. Apesar de se tratar de "uma violação bastante grave", a AdC optou por aplicar uma coima equivalente a dois por cento das receitas da PTC, e não o máximo permitido por lei (10 por cento), o que elevaria a multa para quase 200 milhões de euros.

Preços mais elevados

Contas das AdC revelam ainda que em locais onde existe concorrência destes operadores, os preços ao cliente final são 20 a 30 por cento inferiores aos que são praticados quando existe apenas um único operador. É que para fornecerem os seus serviços, as empresas necessitam de utilizar as condutas do subsolo, por onde passam os cabos da rede base de telecomunicações nacional, adquirida pela PTC em Dezembro de 2002, por 368 milhões de euros.

Estas condutas "são uma infra-estrutura essencial que não é possível replicar facilmente", afirma Mateus. "Não só é economicamente inviável abrir novas valas paralelas nas ruas para fazer passar outros cabos como, em muitos casos, as próprias câmaras municipais não o permitiriam", acrescenta.

Este caso estava a ser investigado desde 2003, na sequência de uma queixa apresentada pela TVTel, empresa que já ganhou em tribunal uma acção contra a PT, que obrigou a operadora a dar acesso a condutas. Em 2004, uma outra queixa, desta vez da Cabovisão, denunciou a mesma prática. Na altura não havia ainda a regulação do acesso às condutas (ORAC), o que só aconteceu no início de 2006 e depois de uma tentativa de impugnação em tribunal da entrada em vigor, interposta pela PT.

"A PT não deu acesso às condutas, apesar de os concorrentes pagarem", explica Abel Mateus. "Estudámos linha a linha para saber se havia alternativas para chegar a essas 73 mil casas. E não havia de forma economicamente viável", relata. "A PT argumentou que o satélite é uma alternativa. Mas não é, porque não fornece Internet e não é bidireccional [só permite receber dados e não enviar]", continua. "A PT também dizia que não havia espaço nas condutas ou que precisava do espaço disponível para o seu crescimento futuro. Muitas vezes confirmou-se através de engenheiros que havia espaço", acrescenta Abel Mateus.

Já a PT defende-se dizendo que nalgumas destas condutas não deu acesso igualmente à sua participada TV Cabo. Esta coima, explicou Abel Mateus, não está relacionada com a rusga que a AdC fez ao escritório da PT em 2004, e que ontem não quis confirmar se continuava ou não em investigação. Em causa estava um alegado abuso de posição dominante no negócio de rede fixa. As relações entre a PT e AdC são desde sempre tensas, e ontem Granadeiro assumiu que só tinha falado três vezes com o regulador desde que assumiu funções. "Há cooperação institucional", ironizou. Granadeiro lamentou o facto de apesar de há 20 dias o tribunal ter ordenado a devolução de material confiscado no raide de 2004, a AdC ainda não o tenha feito.

Abel Mateus mostra-se tranquilo com a decisão, não só porque ela teve "luz verde" da Comissão Europeia, mas também porque há um precedente legal, a condenação em tribunal da acção interposta pela TVTel contra a PT. O presidente da AdC confirmou a existência de mais de meia dúzia de queixas, em investigação contra a PT, mas não quis divulgar quais."

Estava eu a falar de defender o feudo...



... tás com medo, Ricardinho???????!!!!!


In (Dinheiro Digital, 03-08-2007):


"O presidente do BES afirma, numa entrevista publicada no Jornal de Negócios desta sexta-feira, que a fusão entre o BCP e o BPI pode levar centro de decisão para Espanha.

Nas declarações hoje publicadas, o jornal diz que o banqueiro garante que os lucros recorde do BES não beneficiam da tensão no BCP, que diz estar vulnerável a uma OPA ou uma fusão... estrangeira. Até porque, adita, o BPI é dominado por espanhóis.

Segundo refere o jornal, Ricardo Salgado «compreende o papel da Caixa nas grandes empresas e defende a dupla Granadeiro e Zeinal na PT».

Na entrevista, o presidente do Banco Espírito Santo (BES) fala ainda da volatilidade nas bolsas, das taxas de juro, de private equities. Elogia Sarkozy e a política do Governo português. "

É assim. Falar de patriotismo económico em Portugal, infelizmente, parece às vezs que só serve para proteger a Quinta do Espírito Santo.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Vígaro cááá, vígaro lááá...



É como dizer: sua cambada de vigaristas, paguem o que devem, baixem a bola, voltem para casa e não se fala mais nisto!




"Entre bancos, sociedades financeiras, advogados e empresas, são mais de 120 os arguidos indiciados por crimes de fraude fiscal no mega processo da “Operação Furacão”. No entanto, estes arguidos podem não ir a julgamento.


Segundo a nota da Procuradoria-geral da República, o Ministério Público pondera perdoar os crimes, bastando para isso que os infractores devolvam o dinheiro envolvido nas fraudes tributárias.


Até ao momento, o Fisco já recuperou mais de 12 milhões de euros. O Ministério Público acredita que, a curto prazo, o montante possa subir até aos 20 milhões. Desde Outubro de 2005 foram realizadas para cima de 200 buscas que passaram pelo BES, BCP, Finibanco e BPN e foram apreendidas toneladas de documentos. Há suspeitas de que os bancos terão sido usados para que as empresas investigadas, com o envolvimento de advogados, transferissem milhões de euros para paraísos fiscais."

Segredos & fumos

"As empresas do consórcio alemão que estão a construir os submarinos para Portugal não explicaram a razão pela qual depositaram 24 milhões de euros nas contas de uma empresa do grupo Espírito Santo. Entretanto, o Ministério da Defesa recusou-se a divulgar pormenores sobre este negócio, alegando que há matéria sujeita a segredo de Estado." (TSF Online, 25-07-2007)

E foi Portas a solicitar a divulgação dos detalhes do processo... Está claro que Mme. Deneuve sabia o que é que não seria passível de poder ser revelado. Resta saber porquê. Obra do Espírito Santo?

sábado, 28 de julho de 2007

A estratégia das marionetes

A marioneta Manuel Pinho, suspensa por fios invisíveis...

Os lucros da nódoa verde aumentaram 83% no primeiro semestre de 2007: 366,8 milhões de euros! Palavra para Ricardo Salgado:

«Este ritmo de crescimento e esta evolução do Grupo, que é fantástica, demonstra que a estratégia que delineámos desde a privatização produz resultados sistematicamente», disse na apresentação de contas, quando confrontado com os eventuais constrangimentos dos outros bancos." (RTP, 27-07-2007)

Palavra agora para António Arnaud, fundador do SNS e histórico ex-grão-mestre do Grande Oriente Lusitano:
"A banca tem grande responsabilidade no endividamento. O Governo que assuma a soberania! A banca tem uma função social importante, mas não pode ter lucros fabulosos, quase não pagar impostos, esfolar vivas as pessoas e ainda ir ver se há alguma coisa depois de mortas! No fundo, o capitalismo selvagem gerou novas formas de escravatura. Um país sozinho não pode defender-se disso, mas não me conformo: há uma verdadeira ditadura do capital sobre o trabalho. Nem Salazar permitiu o domínio do Estado pelos capitalistas." (Visão 25-07-2007)

A grande "estratégia" do BES, agora com 20% da quota de mercado em Portugal, com um BCP em processo de auto-fagia, não é mais do que a estratégia das marionetes (tanto entre os endividados de consumo da da grande massa da populaça portuga como entre a classe política, como é o caso da marioneta-mor, Manuel Pinho), Estratégia esta que se associa com uma defesa arreigada da sua quinta portuguesa. A Portugal Telecom foi fechada aos challengers da família Azevedo, e agora toca de mandar os espanhóis da Telefónica de volta para casa. Iberismo só com o beneplácito do Crédit Agricole!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Na melhor pano cai o BES


Uma excelente súmula das derivações da nódoa verde, no DN
(25-07-2007):



"Cinco nódoas no melhor pano do BES

Nos últimos dois anos e meio o nome do Banco Espírito Santo tem vindo a emergir uma e outra vez, sempre pelas piores circunstâncias para uma entidade bancária. Em Janeiro de 2005, o juiz chileno Sergio Muñoz que instruía o processo dos assassínios de opositores políticos ordenados por Augusto Pinochet, deparou-se com indícios da existência de várias contas em nome do ditador sediadas em off- shores e outros bancos no estrangeiro, como o BES Miami. Na altura, um porta-voz do banco recusou-se a comentar a notícia, escudando-se atrás da confidencialidade devida a todos os seus clientes.

A seguir às eleições legislativas daquele ano, estala o escândalo Portucale, com alegadas ligações entre uma empresa financeira do Grupo BES, transferências clandestinas e ilegais de um milhão de euros para os cofres do CDS e dirigentes financeiros daquele partido. A Procuradoria acabou por decidir acusar formalmente, entre outros implicados, três altos quadros do Grupo BES.

No Verão de 2005 rebenta o escândalo do "Mensalão", esquema corrupto de compra de votos de deputados da oposição nas câmaras legislativas brasileiras por parte do PT e PTB. De novo o nome do BES vem à baila: as investigações envolvem a PT no Brasil e o BES, para cujas contas se teriam transferido 600 milhões de dólares norte-americanos. Desse saco sairiam as avenças periódicas pagas para comprar o apoio ao partido de Lula da Silva no poder.

Um ano depois abate-se um "Furacão" sobre o BCP, o BPN, o Finibanco e... o BES, com buscas às sedes de Lisboa, Porto e Zona Franca da Madeira. Em causa está uma enorme fraude fiscal perpetrada com empresas fictícias e contas offshore por clientes daquelas entidades bancárias, suspeitas de assessoria técnica de apoio àquelas práticas. O processo é muito complexo dada a extensão das ramificações detectadas e a acusação formal ainda não foi deduzida. Em qualquer caso vários membros da família Espírito Santo viram as suas casas revistadas pela polícia.

Idêntica operação dá-se em Espanha, acabando o BES por ser ilibado de culpa. Mesmo assim, em Dezembro de 2006, o juiz Baltasar Garzón pediu autorização para poder investigar contas sediadas no off-shore da Madeira."


Não percebi a piada... qual é o trocadilho?

Já à beira da auto-dissolução o PND de Manuel Monteiro ainda tem fôlego para mandar umas larachas à laia de dardos de ressaibo contra o líder do CDS... Há mesmo gente rancorosa, senhores!... Qualquer dia ainda fazem um comício de desfecho no Parque Eduardo VII, a mandar vir com o Dr. Portas!...